Brincadeira de criança

Brincadeira de criança

Brincadeira de criança

Eu daria tudo que eu tivesse

Pra voltar aos dias de criança

Eu não sei pra que que a gente cresce

Se não sai da gente essa lembrança

Aos domingos, missa na matriz

Da cidadezinha onde eu nasci

Ai, meu Deus, eu era tão feliz

No meu pequenino Miraí

Que saudade da professorinha

Que me ensinou o beabá......... .........................................

Na belíssima canção do saudoso Nelson Goncalves nos estimula a fazer uma viagem no tempo dar um passeio na memoria dos anos 90, aqui na nossa cidade de Arez. Acredito que o nobre amigo leitor também vai embarcar comigo nessa viagem, relembrando ou sentindo saudades dos tempos não vividos, no famoso quadro da rua assim como era conhecido o centro da nossa querida cidade onde localizasse a praça Getúlio Vargas, era palco e cenário perfeito para nossas brincadeiras, abrilhantado pelos voos rasantes das andorinhas que sentavam morada nas frondosas castanholas da frente do mercado, bem em frente a bica que em dias de chuva servia de cachoeira e estava garantido a diversão da meninada, castanholas que davam sombra para o jogo de bilocas apostados notas de dinheiro que fazíamos com embalagens de sabonete, tica-tica, tica-trepa ,tica-ajuda eram essas as variações e categorias, entrava na brincadeira mas sempre ficava como café com leite, devido ao excesso de fofura. Sobre um monte pequeno de areia enfincava um palito velho de picolé que pegávamos no barraco de mare mansa e dai batizávamos a brincadeira de cuz-cuz, quem derrubasse o palito levava uns cascudos, o guerreou (bandeirinha) também não ficava de fora, a praça cívica se tornava um verdadeiro campo de batalha, dividindo espaço com as corridas de tampas de garrafas que pegávamos no bar de seu chico, a corrida continuava com dois pau de vassoura colocado em pneus de carro com agua e sabão era nossa corrida de carro, com uma vara e um frasco de desodorante fazíamos a corrida de cavalos, a diversão não parava pois não posso esquecer dos piões comprados em seu Afonso e do carretel de linha 10 pra soltar pipa, e ainda tinha os desafios, quem tem coragem de entra na igreja e tocar o sino na hora que Zé de conceição tivesse rezando o terço. Esta ai pouco do nosso cotidiano nos anos 90, espero que tenham gostado. Tiago fernandes